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Nintendo Classic Mini: Super Nintendo

Prontos para regressarem à era das 16 bits?

  • Texto: Mike Holmes e Ricardo C. Esteves

A era das 16 bits foi onde se verificou um dos maiores booms dos videojogos em Portugal, sobretudo com a Mega-Drive da Sega. Embora menos popular, quem teve a Super Nintendo pôde desfrutar de alguns dos melhores jogos dessa geração, e em vários géneros. Esses terão um interesse nostálgico nesta versão modernizada da consola, enquanto que outros, terão provavelmente interesse em experimentarem pela primeira vez alguns dos títulos mais relevantes do universo Nintendo.

Há um ano passou-se algo semelhante com a Mini NES, e a corrida ás lojas para comprar a versão modernizada da 8 bits foi inesperada por todos, incluindo pela Nintendo. A procura foi quase sempre maior que a oferta, e muitos tiveram de recorrer ao mercado de segunda mão para encontrarem a consola - normalmente por preços muito superiores aos praticados nas lojas. Agora, com a Mini Super Nintendo (Mini SNES), espera-se uma procura semelhante, embora a Nintendo garanta que terá mais consolas no mercado do que aconteceu como a Mini NES.

Quanto ao produto em si, surge num formato reduzido da consola original. Em termos de design, achamos o formato da NES Mini mais apelativo. A Mini SNES é mais fina e leve, e na nossa opinião, menos charmosa. Isto não significa que seja uma caixa feia, porque não é, gostamos imenso desta SNES em miniatura e do charme que acrescenta à nossa sala de estar, mas entre as duas, preferimos a Mini NES em termos estéticos.

O maior triunfo desta mini SNES está nos jogos que inclui. Claro que todos eles são datados, o que é perfeitamente natural, mas muitos ainda são divertidos, e a maioria é superior aos que estão na Mini NES. Se o que querem é uma qualidade relevante para os dias de hoje, não vão encontrar isso aqui, ou pelo menos na maioria dos títulos. Com o boom dos jogos Indie há uns anos, muitos dos géneros aqui retratados receberam jogos superiores, como Shovel Knight, por exemplo, mas isso não implica que os títulos da Mini SNES não sejam divertidos. Além disso, o leque em oferta de 21 jogos é suficientemente variado para abranger vários géneros.

Os fãs de corridas vão encontrar dois clássicos tremendos, sobretudo entre a variante arcade - Super Mario Kart e F-Zero. Os dois jogos funcionam com uma jogabilidade a partir de trás, e F-Zero em particular distingue-se pelo grafismo vibrante. Na altura deve ter impressionado muitos jogadores, tal como Star Fox. Embora não seja de corridas, é mais um jogo em que podem pilotar um veículo, e esta Mini SNES tem um grande incentivo para fãs dessa saga - a presença de Star Fox 2, um jogo desenvolvido na década de 90, mas que só agora está disponível oficialmente.

Experimentámos todos os jogos para escrevermos esta análise, mas nenhum nos ocupou tanto tempo quanto Super Mario World. Este jogo de plataformas foi brilhante na altura, e mesmo passados todos estes anos, continua a ser uma experiência divertida. A sequela, Yoshi's Island, envelheceu também bastante bem, ainda que Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars, seja menos interessante para o contexto atual. Entre estes 21 jogos, vão certamente encontrar alguns que vos irão interessar menos, o que é perfeitamente natural considerando a variedade de géneros.

Os fãs de luta também podem desfrutar de dois clássicos, nomeadamente Super Punch Out e Street Fighter II Turbo. Ainda hoje, este gigante do género mantém-se divertido, com uma jogabilidade que é a base para a maioria dos jogos de luta atuais. Se por outro lado procuram ação, Mega Man X e Contra III: The Alien Wars são os jogos no topo da lista. Ambos são particularmente desafiantes, tal como Super Ghouls 'N' Ghosts, mais um grande clássico que combina ação e plataformas.

Se preferirem uma aventura massiva, The Legend of Zelda: A Link of the Past é outro clássico que não devem deixar passar, e é considerado ainda hoje um dos jogos mais icónicos da saga. Existem ainda dois outros RPG de grande calibre para vos entreter horas a fio, nomeadamente Final Fantasy III e Secret of Mana. A título de curiosidade, podem ainda experimentar Earthbound, um RPG que teve Satoru Iwata - o falecido ex-presidente da Nintendo - como um dos produtores principais.

Podem encontrar outros jogos importantes da Nintendo entre o lote, como Donkey Kong Country, que se mantém bastante divertido, e Kirby Super Star, completo com vários mini-jogos. Ainda assim, no que respeita a Kirby, a nossa escolha recai sobre Kirby's Dream Course, um jogo de golfe engraçado que se distingue como um dos títulos mais peculiares da coleção.

Será que guardámos o melhor para o fim? Alguns jogadores certamente vão achar que sim. Estamos a falar de Super Castlevania IV e Super Metroid, dois jogos que juntos criaram o género "metroidvania". É fácil perceber porque ambos foram tão elogiados na altura, e mesmo hoje em dia, é difícil ignorar a excelência do design retro e as respetivas bandas sonoras.

Como podem ver, existem muitos e bons jogos por onde escolher, e ainda bem que assim é, considerando que não podem usar os cartuchos originais, ou introduzir "roms". Por outras palavras, vão ficar 'presos' a estes 21 jogos (a menos que entrem em piratarias).

A consola inclui também algumas opções extra, que alimentam a emulação destes jogos. À semelhança do que acontecia na NES Mini, podem jogar com os seguintes formatos gráficos: 4:3, Pixel Perfect, e Filtro CRT. A consola está localizada em português (os jogos não), e inclui pontos de controlo para todos os jogos, permitindo a continuação das aventuras sem ser necessário estar sempre a recomeçar.

O sucesso deste tipo de consola vem sobretudo do grande valor nostálgico que incluem, mas pensamos que a Mini SNES vai um pouco mais longe. Os jogos aguentam-se melhor às exigências atuais que os da Mini NES, e os comandos oferecem um controlo superior com mais opções. A consola inclui dois comandos, um cabo HDMI, e um cabo USB para suportar energia. Não nos agrada que a consola não inclua um carregador próprio, mas pode ser ligado a vários dispositivos para funcionar. Uma Smart TV, um computador, uma consola, ou até os carregadores de um iPhone, servem para alimentar a Mini SNES via USB.

É um pouco cara (está a ser vendida a 90 euros em Portugal), e a ausência de um carregador incomoda-nos, mas estamos a falar de uma consola que cumpre o papel a que se propõe. É uma máquina do tempo, que vos irá transportar para uma era rica em grandes jogos. Se são fãs de jogabilidade retro, ou da Nintendo, é uma compra aconselhada.